
Ozempic e Mounjaro podem reduzir o risco de 14 tipos de câncer e até dobrar a sobrevida no câncer colorretal. Descubra a nova fronteira entre emagrecimento, massa muscular e longevidade oncológica.
Nos últimos anos, os agonistas de GLP-1 (como a semaglutida e a tirzepatida) deixaram de ser apenas “remédios de emagrecer” para se tornarem protagonistas em congressos de oncologia. Se antes o foco era apenas a balança, hoje a ciência olha para essas moléculas como ferramentas de longevidade.
Mas o que há de novo além do que já discutimos sobre a prevenção pela perda de peso?
1. O Escudo Metabólico: Redução de Risco Além da Gordura
Estudos recentes (incluindo dados apresentados na ASCO 2025) mostram que o benefício dessas drogas vai além de “comer menos”. Elas parecem modular o sistema imunológico, aumentando a vigilância contra células pré-cancerosas.
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A queda no risco: Usuários de GLP-1 apresentam uma redução média de 17% no risco geral de desenvolver 14 tipos de câncer relacionados à obesidade.
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Destaques: O impacto é ainda mais agressivo em cânceres hormonais e digestivos, com reduções impressionantes no câncer de endométrio e de ovário.
2. Sobrevivência: O “Efeito Dobro” no Câncer de Cólon
Um dado que parou a comunidade médica no final de 2025 veio da Universidade da Califórnia: pacientes já diagnosticados com câncer colorretal que utilizavam GLP-1 tiveram uma taxa de mortalidade 50% menor em cinco anos comparado aos não usuários.
Isso sugere que essas medicações podem atuar no microambiente do tumor, reduzindo a inflamação sistêmica que o câncer usa para se espalhar. Estamos entrando na era da “Oncologia Metabólica”.
3. O Dilema do Músculo: O Preço da Longevidade
Nem tudo são flores. O grande desafio de 2026 é a sarcopenia (perda de massa muscular). Perder peso rápido demais sem acompanhamento pode levar à perda de até 40% de massa magra. Para um paciente oncológico ou alguém focado em longevidade, o músculo é um “órgão endócrino” vital. Sem ele:
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A imunidade cai.
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A fragilidade aumenta.
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O metabolismo desacelera, facilitando o efeito sanfona.
A estratégia de ouro: Se você usa essas medicações, o aporte de proteína deve ser dobrado e o treino de força (musculação) é obrigatório. Não se trata de estética, mas de manter a “reserva funcional” para viver mais e melhor.
4. O Veredito sobre a Tireoide
Muitos pacientes ainda chegam ao consultório com medo do câncer de tireoide. As evidências atuais em humanos continuam tranquilizadoras: o risco absoluto permanece extremamente baixo, e a vigilância é a mesma recomendada para a população geral, a menos que haja histórico familiar de carcinoma medular.
Conclusão: O Futuro é Integrativo
Estamos usando o Ozempic e o Mounjaro não apenas para tratar a obesidade, mas para silenciar as vias metabólicas que o câncer adora explorar. Se bem utilizados, com foco total na preservação muscular, eles são aliados poderosos da longevidade.
