Glioblastoma: Uma Abordagem Abrangente sobre uma Doença Desafiadora

Médico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Especialista em Clínica Médica pela Universidade de São Paulo (USP). Especialista em Oncologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente atua como oncologista clínico no Hospital UDI - São Luís - MA, no Centro de Oncologia do Maranhão -São Luís - MA e no Hospital do Câncer Aldenora Bello - São Luís - MA.

O glioblastoma, também conhecido como glioblastoma multiforme, é um tipo de câncer cerebral altamente agressivo e incurável.

Neste artigo, exploraremos diversos aspectos dessa doença devastadora, incluindo sua nomenclatura, epidemiologia, diagnóstico, tratamento, cirurgia máxima segura e opções complementares de tratamento, levando em consideração a situação clínica do paciente.

Nomenclatura e Epidemiologia

O glioblastoma é uma neoplasia maligna que se origina a partir das células gliais do cérebro. Sua nomenclatura, “glioblastoma multiforme,” reflete sua capacidade de assumir várias formas e é caracterizada por sua rápida progressão. É o tipo mais comum de tumor cerebral primário em adultos, representando aproximadamente 15% dos casos.

A incidência do glioblastoma aumenta com a idade, com a maioria dos diagnósticos ocorrendo em pessoas com mais de 50 anos. Não há uma causa específica conhecida para o glioblastoma, embora fatores genéticos e ambientais possam desempenhar um papel.

Diagnóstico

O diagnóstico de glioblastoma é desafiador e requer uma série de exames clínicos e de imagem. A ressonância magnética (RM) é o exame de escolha para avaliar a localização e a extensão do tumor. A confirmação geralmente é feita por meio de uma biópsia cerebral.

Os sintomas do glioblastoma podem variar, mas frequentemente incluem dor de cabeça persistente, alterações neurológicas, perda de memória e problemas de coordenação. O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento oportuno.

Tratamento

Embora o glioblastoma seja uma doença sem cura, o tratamento visa controlar o crescimento do tumor, aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. O tratamento típico inclui:

  1. Cirurgia: A cirurgia é a primeira etapa do tratamento e visa a remoção máxima segura do tumor. No entanto, devido à natureza infiltrativa do glioblastoma, nem sempre é possível remover todo o tecido tumoral sem causar danos irreversíveis ao cérebro.
  2. Radioterapia: Após a cirurgia, a radioterapia é frequentemente usada para destruir as células tumorais remanescentes e reduzir a taxa de crescimento do glioblastoma.
  3. Quimioterapia: A quimioterapia pode ser administrada oralmente ou por infusão intravenosa e é usada em combinação com a radioterapia para controlar a progressão do tumor.
  4. Tumor treating fields (TTF): Um capacete que emite ondas eletromagnéticas para tratar o câncer. Devido ao uso prolongado, desconforto com o uso e dificuldade com a manutenção, não é uma opção de tratamento amplamente dispoível.

Qualidade de Vida e Apoio Psicológico

Além do tratamento médico, é fundamental que os pacientes com glioblastoma recebam apoio psicológico e cuidados paliativos para melhorar sua qualidade de vida. Esses serviços podem ajudar os pacientes a lidar com os desafios emocionais e físicos associados à doença.

Conclusão

O glioblastoma é uma doença devastadora que não tem cura conhecida. No entanto, com abordagens de tratamento adequadas, é possível melhorar a qualidade de vida e prolongar a sobrevida dos pacientes. A cirurgia máxima segura, seguida de radioterapia e quimioterapia, é o padrão de cuidados, com tratamentos complementares considerados caso a caso. O apoio psicológico e os cuidados paliativos também desempenham um papel fundamental no cuidado abrangente desses pacientes, ajudando-os a enfrentar os desafios da jornada com mais conforto e dignidade.

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